Empregabilidade na graduação: o que realmente faz diferença antes de você se formar
Tem uma pergunta muito importante que alguns estudantes fazem antes de entrar na faculdade:
“O que, além das aulas, vai me ajudar a conseguir emprego?“
A maioria chega ao primeiro semestre focado nas disciplinas. E aí, perto da formatura, percebe que faltou construir muita coisa que o mercado esperava.
Essa dor é real. Durante anos, a mensagem que chegou para você foi “estude, tire boas notas, se forme”.
O que ninguém contou é que a empregabilidade na graduação é um processo que começa no primeiro dia de aula, não no último.
Continue a leitura para que você entenda quais os fatores pesam na hora de conseguir uma oportunidade e como construir esse repertório ao longo do curso, sem esperar o semestre final para se preocupar com o assunto.
Confira!
Nota alta garante emprego? O que os dados mostram
Você já deve ter ouvido que a faculdade precisa ser boa para te preparar para o mercado. Isso é verdade.
O problema é que, por muito tempo, “ser boa” significava quase exclusivamente ter professores qualificados e uma grade curricular bem estruturada. Hoje, esse critério está incompleto.
Uma pesquisa da Gallup revelou algo bastante revelador: 96% dos reitores acreditam que preparam bem seus alunos para o mercado de trabalho.
Quando essa mesma pergunta foi feita aos estudantes, apenas 35% concordaram. E entre líderes empresariais, o número caiu para 11%.
Três perspectivas, três realidades muito diferentes sobre o que significa “estar preparado”.
Isso não quer dizer que a faculdade é inútil. Significa que o que acontece dentro da sala de aula é apenas uma parte do que forma um profissional.
O restante é construído nas experiências que você busca, nas conexões que você cria e no repertório que você acumula semestre a semestre.
Confira também: Profissões do futuro: seu curso já está alinhado com o que o mercado está pedindo?
O que o mercado realmente olha em um recém-formado?
Antes de chegar à entrevista, o candidato já passou por uma série de filtros.
E em cada um deles, o mercado está olhando para muito mais do que o nome da instituição ou a nota no histórico escolar.
Entender o que realmente pesa nessa avaliação é o primeiro passo para construir uma graduação que te coloque à frente.
Competências técnicas x competências comportamentais
Quando um recrutador abre o currículo de um recém-formado, ele sabe que o candidato ainda não acumulou anos de experiência.
O que ele busca é outra coisa: sinais de que essa pessoa vai aprender rápido, se adaptar bem e colaborar com o time desde o primeiro dia.
Ao lado do conhecimento técnico, o mercado valoriza cada vez mais as competências comportamentais: comunicação clara, trabalho em equipe, pensamento crítico, proatividade e resolução de problemas.
O Fórum Econômico Mundial, em seu Future of Jobs Report 2025, aponta pensamento crítico e resolução de problemas como as habilidades mais demandadas pelas empresas até 2030.
Não por acaso, são justamente as que não se desenvolvem apenas lendo apostilas.
Por que o diploma sozinho já não abre todas as portas?
Dois candidatos com a mesma formação chegam ao mesmo processo seletivo.
Um tem estágio, projetos no portfólio e uma rede de contatos construída ao longo do curso. O outro tem apenas as disciplinas cursadas.
A diferença entre eles não está no diploma. Está no que fizeram com o tempo que tiveram na faculdade.
Networking na graduação: a rede que você constrói hoje vale ouro amanhã

Existe um mito de que networking é algo para profissionais experientes, que já estão no mercado há anos.
A verdade é quase o oposto: a faculdade é um dos ambientes mais ricos para construir conexões profissionais que vão durar décadas.
Pense nos seus colegas de turma. Eles vão se tornar profissionais da sua área, trabalhar em empresas diferentes, ocupar posições diversas ao longo do tempo.
O professor que passa um semestre com você tem contatos no mercado, conhece empresas, indica pessoas.
O profissional que vem para uma palestra na faculdade pode ser exatamente quem vai te dar uma oportunidade dois anos depois de você ter trocado um contato com ele.
Como construir networking ainda na graduação?
Você não precisa ter um perfil extrovertido para isso. Networking é, antes de tudo, sobre ser genuinamente curioso e se interessar pelas pessoas ao redor.
Algumas atitudes que fazem diferença:
- Participar de eventos da área, mesmo que pequenos e dentro da própria instituição;
- Manter um perfil atualizado e ativo no LinkedIn;
- Buscar mentorias com professores que têm vivência no mercado;
- Engajar de verdade nos projetos em grupo, porque quem trabalha bem em equipe é lembrado.
Uma pesquisa da Edge Foundation em parceria com o UCL Institute of Education (2025) mostrou que as instituições que mais contribuem para a empregabilidade dos alunos são as que incentivam a construção de relacionamentos profissionais desde o início da graduação.
Na prática, isso significa que cada evento que você frequenta, cada professor com quem você mantém contato e cada colega com quem você colabora em um projeto são parte dessa construção.
O networking não é um evento pontual. É um hábito que se desenvolve ao longo de toda a graduação, e quanto mais cedo você começa, mais sólida essa rede fica quando você precisar dela.
Experiência prática durante a faculdade: aprender fazendo muda tudo

Saber a teoria é o ponto de partida. O que diferencia currículos na hora da contratação é o que você fez com esse conhecimento. Veja mais detalhes a seguir.
Por que projetos reais aceleram o aprendizado?
Existe uma diferença enorme entre estudar como funciona um projeto e executar um projeto de verdade.
Na teoria, você aprende os conceitos e desenvolve raciocínio.
Na prática, você descobre onde os conceitos falham, como as pessoas reagem sob pressão e o que significa entregar algo para um cliente real.
Esse tipo de aprendizado não tem equivalente em sala de aula, e o mercado de trabalho sabe disso.
Extensão, iniciação científica e projetos interdisciplinares contam sim
Esses programas são frequentemente subestimados por estudantes que acham que só o estágio “conta”.
Mas extensão universitária, pesquisa aplicada e projetos entre cursos diferentes são formas concretas de mostrar ao mercado que você consegue trabalhar além da sua área e entregar resultados reais.
Um projeto de faculdade bem desenvolvido, apresentado com contexto, processo e resultado, diz muito mais ao mercado do que um currículo com lacunas.
Estágio durante a graduação: por que entrar cedo faz diferença?
O estágio ainda é, para a maioria das áreas, a experiência que mais pesa no currículo de um recém-formado.
Mas há uma diferença grande entre quem estagia no penúltimo semestre por obrigação e quem busca essa experiência de forma estratégica, mais cedo no curso.
Entrar num estágio no início da graduação, mesmo que em uma empresa menor, traz benefícios que vão muito além de uma linha no currículo.
Você começa a entender como as organizações funcionam na prática, desenvolve relacionamentos com profissionais do setor e aprende a linguagem do mercado.
E, principalmente, tem mais tempo para ajustar sua trajetória antes de se formar.
De acordo com a NACE (National Association of Colleges and Employers), ter feito um estágio na área é o fator mais influente na decisão entre dois candidatos igualmente qualificados.
Um estudo publicado pela Springer Nature mostrou que ex-estagiários têm 6,5% mais chances de conseguir emprego logo após a formatura do que colegas sem essa experiência.
Em um mercado competitivo, essa diferença pode ser exatamente o que separa uma contratação de um “não, obrigado”.
Professores com vivência de mercado: o elo que a sala de aula precisa
Há uma diferença entre o professor que conhece profundamente a teoria da área e o professor que viveu essa teoria sendo aplicada e questionada no dia a dia profissional.
Ambos têm valor.
Mas o segundo traz algo difícil de substituir: ele sabe onde a teoria funciona, onde ela falha e como os profissionais da área resolvem os problemas que os livros ainda não documentaram.
Quando você tem na frente um professor que hoje atua no mercado, o conteúdo que ele traz para a aula não é só conceitual, é contextualizado.
Ele consegue contar o que aconteceu quando aplicou aquele framework numa situação concreta, indicar para qual empresa um projeto parecido foi desenvolvido, ou te apresentar a alguém do setor que pode ser importante para a sua carreira.
O professor conectado não é apenas um transmissor de conteúdo: é uma ponte entre o seu mundo acadêmico e o mundo profissional que você está prestes a entrar.
Portfólio na graduação: como começar a construir o seu ainda no primeiro semestre?
O portfólio é a prova concreta do que você é capaz de entregar. E ao contrário do que muitos pensam, você não precisa esperar o estágio ou a formatura para começar a montar o seu.
O que colocar no portfólio antes de ter experiência formal?
Essa é uma das dúvidas mais comuns, e a resposta costuma surpreender: você provavelmente já tem mais material do que imagina. Veja:
- Trabalhos de disciplinas;
- Projetos em grupo;
- Pesquisas;
- Apresentações;
- Cases desenvolvidos em sala;
- Protótipos;
- Análises;
- Relatórios.
Tudo isso pode e deve compor um portfólio.
Portfólio digital ou físico: quando usar cada um
Depende da área.
Designers, arquitetos e comunicadores geralmente se beneficiam de plataformas visuais como o Behance. Para cursos de tecnologia, o GitHub é referência consolidada.
Para a maioria das áreas, um perfil bem construído no LinkedIn, com projetos descritos com clareza e resultados mensuráveis, já é um portfólio funcional e eficiente.
Ferramentas acessíveis para montar o seu ainda na faculdade
O importante não é a ferramenta, é a consistência e a qualidade do que você registra.
Notion, Google Sites, Behance, GitHub ou o próprio LinkedIn funcionam bem. Comece com o que você já usa no dia a dia e vá evoluindo conforme os projetos crescem.
O ponto mais importante: comece agora, com o que você tem, e atualize ao longo do curso.
Repertório profissional: o que vai além das técnicas
Existe um conjunto de capacidades que o mercado valoriza e que não está em nenhuma disciplina específica da grade curricular.
São habilidades que você desenvolve no convívio com diferentes pessoas, em situações de pressão, em projetos que dão errado e precisam ser retomados.
- Autoconhecimento de carreira é um deles. Saber quais são suas forças, onde você ainda precisa crescer, quais contextos de trabalho te motivam e quais te travam.
Quanto mais cedo você desenvolve esse autoconhecimento, mais estratégico você consegue ser nas escolhas que faz ao longo da graduação.
- Comunicação também entra nessa lista.
Não apenas a oral ou escrita no sentido técnico, mas a capacidade de apresentar uma ideia com clareza, de dar e receber feedback com maturidade, de discordar de forma construtiva.
São habilidades que separam profissionais bons de profissionais excelentes, e que raramente são ensinadas de forma explícita em sala de aula.
O que a Anhembi Morumbi Sorocaba faz diferente na sua formação?
Falar de empregabilidade na graduação sem falar do ambiente onde ela é construída seria deixar a conversa incompleta.
Afinal, todos os fatores que exploramos ao longo deste artigo dependem de uma instituição que entenda o seu papel nessa construção e que vá além da transmissão de conteúdo.
A Anhembi Morumbi Sorocaba parte de uma premissa simples: preparar profissionais para o mercado não é tarefa do último semestre. É uma responsabilidade que começa no primeiro dia de aula.
Professores com atuação no mercado
O corpo docente é formado por profissionais que não abandonaram a prática para dar aulas.
Eles trazem para a sala de aula casos reais, contatos do setor e uma leitura atualizada do que as empresas estão buscando.
Em vez de aprender sobre o mercado, você aprende com quem está no mercado.
Projetos com conexão com a realidade
A proposta pedagógica integra atividades práticas à grade curricular desde os primeiros semestres.
Os estudantes não esperam o estágio obrigatório para ter contato com desafios reais.
Eles desenvolvem projetos, trabalham em equipe em situações que simulam o ambiente profissional e chegam ao mercado com um repertório concreto de entregas.
Ambiente que estimula o networking
Eventos, visitas técnicas, palestras com profissionais convidados e feiras de carreiras fazem parte da rotina da instituição.
A lógica é clara: quanto mais cedo o estudante começa a construir sua rede de contatos, mais consistente ela vai ser quando ele precisar dela.
Estrutura para o desenvolvimento da carreira
Além da formação técnica, o Centro Universitário Anhembi Morumbi Sorocaba oferece suporte para que o estudante pense sua trajetória profissional com intencionalidade.
Entendendo quais caminhos existem dentro da sua área e como se posicionar de forma estratégica para cada um deles.
Escolher onde estudar é escolher em qual ambiente você vai construir os alicerces da sua carreira. E os alicerces importam muito mais do que a maioria das pessoas percebe na hora da decisão.
Quer saber mais sobre como a Anhembi Morumbi Sorocaba prepara você para o mercado desde o primeiro semestre?
Conheça nossos cursos de graduação e descubra qual é o caminho certo para a sua carreira.
FAQ – Perguntas frequentes sobre empregabilidade na graduação
O que é empregabilidade e por que ela importa durante a faculdade?
Empregabilidade é o conjunto de competências, experiências e comportamentos que aumentam suas chances de conseguir e se manter em um emprego.
Durante a graduação, ela importa porque é nesse período que você constrói a base desse repertório, antes mesmo de se formar.
Qual a diferença entre empregabilidade e ter um diploma?
O diploma comprova que você concluiu uma formação. A empregabilidade comprova que você é capaz de aplicar essa formação na prática.
São conceitos complementares, mas não sinônimos. O mercado contrata os dois juntos.
Como aumentar a empregabilidade ainda durante a graduação?
As principais formas são: buscar estágio antes do semestre obrigatório, construir um portfólio com projetos das disciplinas, participar de eventos e atividades extracurriculares, desenvolver uma rede de contatos desde o início do curso e aproveitar o contato com professores que têm atuação ativa no mercado.
A nota na faculdade influencia na empregabilidade?
Sim, mas não é o fator principal. O histórico escolar pode ser solicitado em alguns processos seletivos, especialmente para grandes empresas e programas de trainee.
Na maioria dos casos, porém, experiência prática, portfólio e competências comportamentais pesam mais do que o coeficiente de rendimento.
